SEXTA-FEIRA, 30 JULHO 2010
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Valença Joia Patrimonial da Humanidade

A Praça Forte de Valença é uma das principais fortificações militares da Europa, com cerca de 5 km de perímetro amuralhado, sobranceira ao rio Minho, frente a Tui. Um espaço de convivência galaico-minhoto, comercial e turístico por excelência.

Trata-se de uma obra de arquitectura militar gótica e barroca cujos primeiros muros foram construídos no século XIII e que actualmente possui um sistema abaluartado, tipo Vauban, edificado nos séculos XVII e XVIII.

A fortificação localiza-se no topo de dois outeiros e é formada por dois polígonos: a Praça (mais antiga) e a Coroada, separados por um fosso, com falsas-bragas e 4 revelins que protegem outras tantas Portas (Coroada, Gaviarra, Fonte da Vila e Sol).

O sistema abaluartado da fortificação é composto por 10 baluartes e dois meios baluartes, dos quais: na Coroada, 3 baluartes a Sul (Santana, S. Jerónimo e Santa Bárbara) e dois meios baluartes a Norte (S. José e Santo António); na Praça, 7 baluartes (Lapa da Esperança, Nª Sr.ª do Faro, S. Francisco, Sr.ª do Socorro, Sr.ª do Carmo e S. João). Os dois recintos estão divididos pelas Portas do Meio, com ponte fixa.

Na Praça Forte de Valença destacam-se os seguintes monumentos:

Igreja de Santa Maria dos Anjos – templo românico, do séc. XIII, com planta longitudinal.

Igreja da Colegiada de Santo Estevão – do séc. XIII, templo românica, com reconstrução neoclássica e que foi sede da antiga Colegiada de Valença e Bispado de Ceuta. No interior destaca-se a cadeira episcopal gótico-mudéjar, do séc. XV.

Capela Militar do Bom Jesus – do séc. XVII, de arquitectura barroca e neoclássico.

Capela do Senhor do Encontro – do séc. XVIII, de arquitectura barroca, evidencia-se na Procissão os Passos, com o celebre Sermão do Encontro.

Capela da Misericórdia – do séc. XVI, de arquitectura barroca e neoclássica. No interior, a escultura do "Senhor Morto", em cartão, da autoria do Mestre Teixeira Lopes.

Paiol do Açougue – do séc. XVIII, armazém militar, rectangular envolvido por muro alto com portal entre pilastra.

Paiol de Marte – do séc. XVIII, armazém militar de 2 salas rectangulares.

Marco Miliário Romano – do Séc. I D. C. marca as 42 milhas de distância de Braga a Tui e foi mandado construir pelo Imperador Cláudio, serviu também de pelourinho.

Cortinas de S. Francisco - Sala de Armas da Fortaleza, a nascente, junto aos Baluartes de S. Francisco e do Faro.

Palácio do Governador Militar – albergou, também, a Aula Real de Artilharia de Valença.

Antiga Domus Municipalis – do séc. XIV, destacam-se as abobadas, em tijolo burro, e as suas arcadas.

Portas da Coroada – do séc. XVII, mandadas construir pelo Rei D. Pedro II, são a principal entrada na fortificação.

Fonte da Vila – do séc. XV é uma fonte Roqueira, medieva, no lado poente da Fortaleza.

Estátua de S. Teotónio – na Coroada, em frente à Capela Militar do Bom Jesus, homenageia o primeiro santo português natural de Valença

O rio Minho, o "pai minho", que banha as margens de Valença e Tui e a secular ponte metálica, modelo Eiffel, jóia da arqueologia industrial europeia.

Em frente a Valença a imponente catedral e o casario que se estende pela colina até beijar o rio.

Enquadramentos paisagísticos, valores patrimoniais, culturais e humanos que tornam Valença e Tui em espaços singulares no contexto ibérico e até europeu.

 

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