 A função deste edifício não foi originariamente de carácter administrativo e pela sua arquitectura e dependências sabemos que foi, de facto, uma moradia régia. Era um edifício de dois pisos com estrutura em alvenaria de granito e paredes rebocadas. Os vãos, as cunha, as cornijas e as sacadas foram feitos em cantaria e as guardas das varandas em ferro forjado. Estava localizado num lugar estratégico, entre dois eixos estruturantes da antiga malha urbana do primitivo casco medieval. Um desses eixos seria a Rua Direita (actual Mouzinho de Albuquerque) e o outro a Rua do Meio (actual José Rodrigues), sendo a fachada lateral voltada para uma das antigas travessas que faziam a ligação entre eixos principais. No primeiro piso com um compartimento apresenta um tecto em abobadilha com dois tramos separados por dois arcos torais de meio ponto, partindo cada um de uma coluna quadrada central firmando a outra parte numa coluna adossada à parede. Na parede sul existe uma enorme lareira com respectiva chaminé. Este compartimento era a Sala de Armas onde se tomavam as refeições e onde o monarca recebia as visitas. Na parte nascente da mesma sala rasgava-se uma porta rectangular que dava acesso ao segundo piso, desenvolvendo-se as escadas sob um arco de meio ponto assente em duas colunas adossadas às paredes laterais. No piso superior ficava a área residencial do monarca, constituída por cinco compartimentos: cozinha, sala de refeições e três quartos, todos equipados com as respectivas lareiras Já no século XVIII, este prédio albergou os Paços do Concelho e a cadeia da Comarca.
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