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Páscoa Sem Fronteiras em Valença

Lanço da Cruz Atravessa o Rio Minho

3 de abril de 2018
A tradição pascal cristã, o culto pré-cristão da água, uma romaria minhota, uma festa galega, os bombos, as concertinas e as gaitas de fole, o linguajar da raia convidaram a viver o Lanço da Cruz.
A tradição pascal cristã, o culto pré-cristão da água, uma romaria minhota, uma festa galega, os bombos, as concertinas e as gaitas de fole, o linguajar da raia convidaram a viver o Lanço da Cruz.

O rio Minho foi o palco de uma das mais castiças manifestações pascais da Península Ibérica, o tradicional Lanço da Cruz, entre Valença (Portugal) e Tominho (Espanha).
Segunda-feira de Páscoa, 2 de Abril, às 17h, as margens do rio Minho e o Parque Natural da Senhora da Cabeça, na freguesia valenciana de Cristelo Côvo, encheram-se de romeiros para apreciar esta manifestação religiosa / popular.

Beijar a Cruz, sem Fronteiras
Ao entardecer, depois da visita pascal, a Cristelo-Côvo (Valença), o pároco, com a cruz ornamentada, numa romaria de barcos dirigiram-se até à margem espanhola onde é dada a cruz a beijar aos paroquianos da outra margem. Durante esse período foram lançadas, pelos pescadores as redes benzidas ao rio. Todo o peixe que saiu no lance foi para o pároco. Entretanto com o pároco português regressou o pároco de Sobrado – Torron, concelho de Tomiño (Galiza), dando a cruz a beijar aos peregrinos que aguardaram junto ao rio, na margem portuguesa. Várias embarcações portuguesas e galegas acompanharam este compasso pascal, numa castiça e autêntica procissão fluvial.

Romaria Galaico Minhota
Até à noite os sons das gaitas de foles misturaram-se com os das concertinas, das castanholas, o rufar dos bombos e tambores numa autêntica romaria galaico-minhota.
Na terça-feira, 3 de Abril, as celebrações em galego e português. Neste dia também, por tradição, os peregrinos desfrutaram dos seus merendeiros nas sombras do parque comendo, sobretudo, o que sobrou do carneiro ou cabrito da Páscoa.

A tradição do Lanço da Cruz é uma manifestação religiosa e popular muito acarinhada pelas populações da raia minhota que ano após ano atrai um maior número de populares e turistas.

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